Na abordagem de Reggio Emilia, a Remida assume especial importância. A recolha intencional de materiais naturais, reciclados e industriais não responde apenas a uma lógica de sustentabilidade, mas a uma visão da criança como sujeito ativo, competente e produtor de conhecimento.
Cada elemento é escolhido pela sua potencialidade expressiva, convidando à exploração, à hipótese e à construção de significados. Organizar espaços pedagógicos inspirados na “Remida” é, portanto, um ato educativo: criar contextos ricos, esteticamente cuidados e acessíveis, onde os materiais funcionam como mediadores do pensamento.
Aqui, o “resto” transforma-se em recurso. A curiosidade orienta o processo. E a aprendizagem emerge da relação entre criança, material e ambiente.
Quantas possibilidades se abrem quando oferecemos materiais que provocam, em vez de instruir?



